Paysandu com sotaque carioca
Uma nova batalha rumo ao desconhecido. Assim pode ser definido o desafio que o Paysandu começa a encarar neste domingo: a sombria Série C, competição com fama de maldita. Sem o apoio da CBF, o Papão ainda negocia com patrocinadores e busca ajuda junto a colaboradores para garantir, pelo menos, as passagens aéreas para o grupo. Mas os dirigentes estão mesmo confiando é no apoio da torcida, pois as rendas são do mandante.
O Papão vai enfrentar, na primeira fase, Bacabal/MA, Palmas/TO e Águia de Marabá, em jogos de ida e volta. Sem dinheiro para contratar, o Bicolor apostou na fórmula econômica de tentar trazer bons valores a baixo custo. Foi assim no início do Parazão deste ano e, embora todos saibam da importância que tiveram jogadores regionais como Paulo de Tárcio e Fabrício na participação do Paysandu na competição, a diretoria resolveu dar mais uma vez carta branca a um treinador 'estrangeiro' para formar o time.
Depois de perder Rafael Oliveira e Samuel Lopes e dispensar Anderson, Preto Barcarena e Luís Mário, entre outros, o técnico Dário Lourenço e os dirigentes do clube, se penduraram no telefone e contrataram, nada mais nada menos, do que 13 jogadores. Um deles, o centroavante Douglas, acabou tendo problemas com a regularização e não poderá estrear hoje - o Bacabal ainda não liberou o atleta, com o qual tem contrato até o final do ano.
06/07/2008 |